19 de setembro de 2016

Eu escrevo muito bem quando eu estou triste. É bem perceptível e contínuas as decisões de palavras usadas quando eu entro na famigerada e agora modernizada sensação de tristeza, a bad.
20 anos, 6 ou 7 escrevendo coisas, desde os 7 tentando imaginar uma realidade visivelmente longe. De repente, o tempo voa e é isso que eu mais ouço e o que mais faço escutar. Não existe outra maneira de dizer que crescemos, que envelhecemos, que nos despedimos de coisas essencialmente boas, puras, alegres para nos tornarmos adultos ríspidos, buscando sempre algum tipo de retorno para nosso esforço e solidão, mas nunca tentar mudar a mesma percepção fútil para o passar de um tempo, para o passar de uma vida, porque, realmente, o tempo voa.

Nunca nos tornamos amargos, nunca nos tornamos secos, nunca nos tornamos mal amados, nunca nos tornamos pessoas que usam as outras em prol dos prazeres e convicções. Apenas respeitamos o tempo que voa e o fato de que nos tornamos adultos. E eu aqui preocupada com as ocupações e responsabilidades, pensando nos retornos que a vida pode oferecer, afinal, a gente pode tentar acreditar que existem coisas e talvez presenças maiores. Poderia ter. é um jeito de ter esperança. 

Grande causa das minhas brigas internas se classifica como operações matemáticas, bem sistematizadas e ao mesmo tempo, sem muito valor. Pois é. Eu só queria que parasse e projetasse uma sensação distinta. Eu escrevo pra mim e escrevo para os outros, ou escrevo pra coisas, ou seria outro propósito? Eu não sei. 
 
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