eu sou uma bagunça
desde fora até por dentro
denuncio meus sentimentos
quebro coisas boas
medrosa, adolescente
jovem, medíocre
confusa, eterna
mulher descabelada
Quais instintos me foram dados?
Pés descalços
vidas vazias
me santificar à gloriosa
já fui menos tola
já fui mais adulta
o que eu serei agora?
Sempre confusa!
ódio minado
esperança despedaçada
perdida
Sou o que sou
O que sou?
posso mudar
mas quando
porque?
Pelos dias com juras de amor
Dias com amigos contados
doces e travessuras
comida no prato
Agora sou só eu
No que sobra da madrugada
Perdida e violada
Pela vida.
