3 de junho de 2015

Há muito tempo escrevo como adolescente deprimida
Difamando as razões da vida ser assim
Porquanto, adoraria eu, conhecer mais verdades
E ir além desta falsa vaidade

Queria eu também, não querer tanto do meu dia
Poder passear nas horas,
Por entre as estantes de livros
E entre lá, me sentir perdida

Por obséquio, não me sentir observada
Enquanto os seres fingem
Sorriam, palpitam, blasfemam
Sobre o quanto vivo errada

Viver errada, certa, ou de qualquer outra maneira
Pra decorar os momentos com sorrisos
E me não me vigiar nas brincadeiras
Poder gritar sobre os vazios

Que a tinta cessasse, os papéis se extinguissem.
As palavras não faltam, mas os sentidos não existem
Nem escrever texto em prosa ou poesia
Mas um novo método pra me livrar da agonia
 
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