12 de maio de 2015

Assumo. Sou uma romântica incorrigível e eu nunca sei quando parar de fantasiar um novo sonho de amor. Sou amante do próprio amor.
Eu sou viciada na dor de ser deixada aos prantos e o estrondo de palavras que isso me faz toda vez que acontece.
As cicatrizes jamais vão deixar de existir e o grito profundo que persiste em ecoar pela minha alma, como quem anda sem pressa de encontrar uma felicidade, nem que pequena.
Existem os amores que se foram sem motivos, os que gritaram comigo, aqueles que ainda presentes me sufocam.
Aqueles que com olhares se vão por entre as ruas tumultuadas de gente. Aqueles que nunca sabem que nos matam com sua negligência. Os que jamais saberão que existimos. Os cheios de desejos que me chamam na madrugada instigados com o meu silêncio.Os que me fazem cartas de amor cheias de sentimentos que juram de pés juntos jamais terem sentido por outra.
Os amores dos mais belos dramas e dos piores, que me fazem ouvir um som ardido e escrever ao mesmo tempo, buscando inspiração.
Daqueles que subtraem as qualidades e somam todos os defeitos, num efeito colateral. Há somente o carnal, o desejo pelo mel dos lábios e o cheiro, que chama e desespera de um  modo constrangedor.
Os amores que instigam, desejam, silenciam, sentem como jamais sentiram, dramatizam, roubam, sofrem, machucam, abusam, olham dentro de vossos olhos, causam medos, e vivem e vive voraz.

 Porque viver a gritar, roendo as unhas e ouvindo músicas que soam como um dia cinza em que o sol também resolve se apaixonar pela lua?
Há também aqueles amores exagerados, os que te amam de longe e os que não lhe agradam.Há amores que eu não largo, eu os chamo para dormir, para pularem e para poetizar dando  gargalhadas.
E por fim possam até existir amores, os que foram, levaram, presentes estão. Os que eu amo em silêncio e os que neste texto nem estão.

Há portanto uma vida em tudo, uma pequena raiz, que continua aqui. Eu. Eu. Talvez esse amor jamais precisou ser falado para existir, mas agora cultivado para que eu possa amar mais outros mil amores.

Sou uma romântica incorrigível.

 
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