por
- pelo menos ter tentado - nos ensinar que é preciso amar como se não
houvesse amanhã; que a felicidade mora aqui, com a gente, até a segunda
ordem; e que quando se aprende a amar, o mundo passa a ser nosso. Nos
ensinar que é a verdade que assombra, o descaso que condena e a
estupidez que destrói, que disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza
e quando se tem coragem, tem bondade. E por sempre, sempre, falar que
não devemos deixar que nos digam que não vale a pena acreditar no sonho
que nós temos. Por nos ensinar, também, que se quisermos alguém em quem
confiar, devemos confiar em nós mesmos. E por nunca cansar de nos
lembrar que todo mundo sabe, ninguém quer mais saber. Por entender nossa
carência, nossa procura por alguém que um dia possa nos dizer que quer
ficar só conosco. Por nos entender quando dizemos que se o mundo é
parecido com o que vemos, preferimos acreditar no mundo do nosso jeito;
por insistir que se entregar é uma bobagem e que o vento leva sempre
tudo embora. (...)