Em meu peito uma chama aparece, Embora nele nada acontece. Sonho em ter prazeres imensuráveis Mas a realidade faz crueldades Há dois anos pensei em te escrever, Assim como uma aranha faz sua teia Um poema pus-me a tecer. Brinco e a tinta arranha no papel O que jamais tive coragem de dizer. Mas então, tudo bem! Há males que vem para o bem, A história que me fez crescer Agora em meu peito bate Um tal dilema: Ficar e sofrer? Ou correr para viver? Deu empate! Se falo, penso em sua voz. Se a ouço, imagino o que seria de nós Se a vida me bate, penso no quanto me magoou Mas nada me faz esquecer Teu amargo amor.
