Tentando rimar

2 de abril de 2012

E mesmo eu vivendo meus dias na pior das tempestades
Sinto que isso é pouco comparado a mediocridade
Aquela que foi o assunto de muitas pessoas
Quando na verdade não passava de tal falsidade.
De um modo tão cru e vulnerável
Pensei rápido: o que seria tão improvável?
Você voltar, ou eu ficar.
De qualquer maneira todo sentimento ficaria isolado.
No café da manhã, bem perto da porta
Tem aquele calendário
No qual seus olhos permanecem paralisados
E qual foi a  importante data desta vez?
Eu te digo pra você parar de ser chato.
Porque a mesma luz na qual você anda
É a mesma que bate na janela do meu quarto.
Eu não me cansei de te ver desenhar naquele bloco de papel
E me dizendo pra ter a paciência que nunca se tem
Na casa, no apartamento , menos ainda em mim
Não foi tão ruim
Mas hoje pelo menos queria ter mais tempestades que o normal
Pra matar essa sede abismal.
Tenho certeza que errei mas teria tanta dor
Se eu soubesse que eu não passei
Por dores absolutas, até mesmo coisas absurdas
Mas quando eu levanto da cama
Abro uma frestinha da janela eu penso
O quanto o mundo é propenso, e até da luz que no fundo
 Bem no fundo, de nada se  sabe
E talvez seja esse o motivo de passarmos por tantas tempestades.
 
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