A doçura de Paul McCartney ;

15 de abril de 2012

Então, quero que imagine um casal romântico, não tão simples, aqueles que demoraram para se conhecer. Aquele homem que foi procurar a bela moça na estação de trem, correndo, dependendo unicamente das pernas e do tempo. E tomara que Deus ouça suas preces  para que nenhuma gota de chuva caia naquela hora mesmo com o céu nublado.Imagine o vapor, as coisas malucas daquela época. Imagine agora eu sussurrando a história em seus ouvidos. A doçura e coisas delirantes. A cama bagunçada ao som do silêncio. Somente o branco e preto. Pessoas consideradas loucas mas calmas.
Enquanto se debatem na cama macia se beijando e se acariciando, você escuta ''My Valentine'' e vê sua própria Julieta e o seu próprio Romeu. O homem incansavelmente se apoia na ideia da mulher madura, em sua doçura, talvez tenha medo que perca alguém tão  valioso e que o sorriso dela  vale mais que a própria água, mais que cada fibra do seu corpo. Acontecem coisas do cotidiano e a distância começa a corro-elos   mesmo estando juntos.Indiferença, são perfeitos lerdos, que não são covardes e que não vão combinar , as brigas irão avançar. Mas ao anoitecer , talvez um bom vinho os acalme  e na seguinte manhã vão fazer com que cada qual se esqueça.
Vivem no desejo, na agonia, na fortaleza, é claro que existem mais coisas a serem acrescentadas. Mas à luz do luar que reflete nos olhos, o toque nos lábios da bela moça , o mergulho no mar e o corpos se sincronizando nas notas das músicas...
 Agora,por favor, imagine todo o seu final,  pois agora eu acordei e me deparei com a morte de todo o romantismo, mas talvez eu continue o final meigo e calado da história ouvindo Paul McCartney cantando My valentine:

 
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