Não mãe, é saudade mesmo.

13 de março de 2012

Mãe, sabe aquele abraço bem apertado e quentinho? Então, eu preciso de um agora mesmo, na verdade em todo o momento que te vejo com os braços desocupados me imagino nestes, me imagino e penso o quão grandes eles são e  que caberiam um mundo todo neles, o meu mundo.
Não sei se é saudade, acho que é cansaço, de tudo e todos, uma fraqueza que me tira todos os suplementos de um sorriso bom e saudável.Estou ouvindo uma música muito boa e antiga e tento regressar através dela, mas isso vai me fazer sofrer, eu sei que vai. Dói porque você está do meu lado e não posso te abraçar, não há nada me impedindo, não há algo de ruim nisso mas talvez  eu esteja mais distante quanto estou perto e assim me deparo com braços de um estranha, que não compreende, que não entende, mas faz coisas que a até a própria razão desconheceria  por mim e pelos filhos.
Quer saber, você é diferente,é louca, estranha, chata, não sabe das minhas razões, não me ajuda nas minhas escolhas e um tanto de coisas a mais.Mas tem um jeito diferente para me levantar e não deixar mais alguém me derrubar e talvez seja isso o motivo que me faça querer te abraçar.Poder ser criança a cada abraço, me sentir pequena e enjoativa novamente, mas você me tornou forte, de um jeito ou de outro, me fez uma mulher , me ensinou sobre caráter e honestidade e estou eu aqui.Mas seria ótimo um abraço de vez em sempre, para que eu não o procure em outro alguém, outra pessoa que não aguentaria segurar todo esse mundo besta que eu sustento nos ombros toda vez que saio pela porta de casa.Não um simples e mero abraço, não aquele abraço de amigos, do calor da humanidade, pode ser aquele bem seco, bem chato, bem quieto e bem rápido abraço que só você sabe dar.
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