Na manhã seguinte eu acordei e vi toda aquela grama ficar branca e molhada. Sentei mesmo assim, me acostumei com aquela neblina chata que demora pra ir embora, eu demorei pra ir embora. Depois que o sol veio ficou tão chato que eu voltei pra casa contando todos meus indecisos passos, passos de uma adolescente mais para uma adulta. Sentei no meu sofá e assisti aos meus desenhos, e senti um aperto porque os personagens não me entendem, e meus gatos entraram e ficaram me olhando como se eu fosse uma espécie de tesouro pra eles, mas eles não entendem, não sei nem porque tenho tantos.
Eu me fixei numa ideia bem hostil, foi nessa hostilidade que eu, senhorita idiota acabei pensando em você e foi muito ruim.Eu só quero que você saiba que talvez eu possa me acostumar com seus defeitos e gostar de você mesmo assim. E que todas as noites quando eu vou dormir eu não durmo, meu quarto tão quente me faz levantar da cama e abrir a janela e ver as estrelas indo embora nesta madrugada, não dói saber que você não está olhando pra elas, doeria saber que você não pensa em mim. Nem que seja muito, ou pouco ou até mesmo quase nada. Mas num determinado vazão de sentimentos eu não quero que seja mais nada.
Então me acostumei com a neblina, com a grama molhada e o sol que deixa meus olhos e minha cabeça doendo.
