7 de abril de 2015

Dependendo de como começo a manhã, estou em pensamentos de pressa. Não, não venhamos falar de palavras clichês, como por exemplo: para sempre, oportunidades, destinos e mais essa melação, que sinceramente me deixa traumatizada.Mais que álcool pela manhã, essas palavras me dão tontura e nojo profundo. São sempre usadas em prol de pessoas clichês também. Antes, eu não poderia escrever tal coisa, pois a minha ética individual não me permitiria;"Cada um, cada um."Mas acredito que uma boa fé, esse consuetudinário possa trazer uma luz, algo que nos faça acordar para o imprevisível.Sonhos inacabados.
Talvez um estranho no ônibus, sentado ao seu lado, possa ter histórias engraçadas. A voz dele ou dela, pode ser bonita ou simplesmente horrorosa, mas de qualquer forma, jamais ligamos para quem está do nosso lado se olhamos fixamente para o lado de fora, através da janela e se estivermos com fones, nos sentimos em um clipe de música e nossa cara pode ser tão imbecil que sentimos vergonha agora ao imaginar que os que estão do lado de fora do transporte estão nos vendo, nos observando.
Um modo, muito meu é pensar que em algum momento poderíamos falar com algumas dessas pessoas, olhar para a janela e não sentir mais alguém ali do seu lado, essa sensação de indiferença envolvida com a nostalgia do clipe. Chega a ser sarcástico.
Mas o caso deferido é o fato de como conseguimos ser demasiadamente humanos, demasiados imperfeitos, e, se as palavras estiverem muito complexas- desculpe eu-, talvez seja necessário contar lhe o que quero de maneira mais direta possível: Não é poema, não é ideia, nem crônica. Pensamento vazio de massificação obstinada (ops!Novamente) e palavras saindo magicamente de minhas linhas de pensamento sem nenhum freio, apenas com grande aleatoriedade.
"Eu quero viver! Para onde eu estou indo neste ônibus?". Para onde estamos indo nessa vida? Que catástrofe! Mil perguntas a mil na mente, roo todas as unhas que um dia sonharam em serem pintadas de vermelho Gabriela, o sol corrói a sombra e o frescor dos bancos, as personalidades à tona, os barracos, as tímidas opções, os beijos e os abraços abafados (Pra que viver grudado nesse calor?). A pressão cai. Meus ideais caem pela pobreza, minhas opções se esgotam. Mesmo assim, acordo as 6:45 no outro dia, pensando em ter esperança. Faço um tipo de contrato com a empresa de transportes; pago minha passagem. Me sento sozinha ou ao lado de alguém e esse outro alguém pode ser um ser pensante ou puramente intuitivo, não sei, depende. Só sei que ele pode me olhar ou não, dar falta de mim ou não, e veja, quanta relatividade, quanto demasiado é o humano. Agora, eu sou a estranho no ônibus.
 
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