30 de janeiro de 2015

Eu aprendi a ouvir Metallica
Usar preto
E a chorar pela dor
Aprendi a dor

Descobri mais sobre meu corpo
Desbravei as autoridades mais amadas em minha vida
O medo corroía os futuros passos
E a desconfiança também

Nunca disse sobre amar alguém
Era a segunda vez que eu usava batom
O frio desidratava minha pele
Mas não os lábios que você beijou

Era fim de tarde
A culpa por ter entregado o coração remoía
Qual era a minha finalidade?

Colocando as palavras em verso
Dá menos espaço para as lembranças
Talvez o ponto final
Para o próximo parágrafo doeria

Voltando às lições;
Aprendi a perder a razão
Perdi a emoção
De ter alguma surpresa

Flores, recebi de um admirador
Poemas, eu mesma fazia
Dores, de alguém eu poderia tomar

Por que eu não o deixava
Se não agregava em nada na minha vida?

O poema deve ser longo, pelo tempo que tivemos
Mas não tem graça, não foi algo pleno
Entende?

Hoje, você pode lembrar da doçura que você levou
De modo, que não esquecerei
A amargura que deixou

Todos saberão que é sobre nós
Agora, num passado quase distante
E se dissipando

Não é para lembrar
É para concluir, finalmente
Em poema, pois foi como tudo começou

Agora sei, jamais foi real...




 
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